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Era uma vez, nos anos sessenta, uma França que sonhava com velocidade. Estradas se estendiam, carros corriam, mas os trilhos pareciam congelados no tempo. Tremes, majestosos e lentos, traçavam seus caminhos pelo campo como gigantes adormecidos. No entanto, nas sombras dos escritórios de projeto, uma revolução se preparava.

Os engenheiros, aqueles poetas do metal e da eletricidade, sussurravam equações e desenhavam curvas ousadas. Queriam domar o espaço, encurtar distâncias, fazer as cidades dançarem umas com as outras. Sonhavam com um trem que já não fosse apenas uma viagem, mas uma sinfonia de movimento, um clarão sobre os trilhos.

Um dia, em uma oficina perdida perto de Paris, uma equipe audaciosa deu vida a um monstro de aço e vidro. Não era um trem qualquer. Seus lados lisos refletiam o céu, seu nariz afiado desafiava o horizonte. Chamava-se TGV, Train à Grande Vitesse, mas no segredo de seus corações, sabiam que era muito mais: uma promessa.

Os primeiros testes foram balés de precisão e emoção. O TGV deslizava sobre os trilhos como um pássaro no vento, silencioso, quase irreal. Vilarejos, florestas e rios passavam num piscar de olhos, transformados em pinturas impressionistas pela velocidade. Os passageiros, inicialmente desconfiados, tornaram-se conquistadores do tempo. Em poucas horas, Lyon estava a um suspiro de Paris, Marselha ao alcance de um sonho.

O mundo todo olhou para cima. Como tal maravilha era possível? Os trilhos, antes símbolos de lentidão, tornaram-se as artérias de uma nova era. O TGV não era apenas uma máquina, mas uma obra de arte, uma ode à audácia humana.

E então chegou o dia em que quebrou todos os recordes, provando que a França também podia escrever o futuro. Estações viraram catedrais modernas, viajantes peregrinos da modernidade. O TGV transportava não apenas corpos, mas esperanças, encontros, vidas inteiras.

Hoje, quando um TGV corre pelo campo, uma história inteira se desenrola: a de um país que ousou acreditar que a velocidade poderia rimar com poesia.

TGV

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